Por Território 1
No dia 28 de fevereiro, as ruas de Camaçari foram tomadas por um movimento de empatia, conscientização e mobilização social. Encerrando o mês do Fevereiro Roxo, a Caminhada de Conscientização sobre Fibromialgia, Lúpus e Alzheimer reuniu pacientes, familiares, profissionais de saúde e apoiadores em um ato público marcado por emoção e reivindicação por direitos.
A mobilização foi organizada pela Associação de Pessoas com Fibromialgia de Camaçari (ASFIC), entidade beneficente e sem fins lucrativos que atua na defesa de mais visibilidade, respeito e políticas públicas eficazes para pessoas que convivem com a fibromialgia no município.
O evento marcou o encerramento de um mês inteiro dedicado à conscientização sobre doenças crônicas que impactam profundamente a qualidade de vida de milhares de brasileiros.
Dor invisível, luta visível

O Fevereiro Roxo é uma campanha nacional dedicada à conscientização sobre doenças crônicas como:
Fibromialgia
Lúpus
Doença de Alzheimer
São condições que muitas vezes não deixam marcas aparentes, mas que provocam dor persistente, limitações físicas, fadiga e impactos emocionais significativos na vida de quem convive com essas enfermidades.
Uma das mensagens mais marcantes durante a caminhada resumiu bem essa realidade:
“A dor pode não aparecer nos exames, mas ela é real.”
Cada participante carregava uma história de superação. Pessoas que decidiram caminhar mesmo convivendo diariamente com dor, transformando o sofrimento individual em mobilização coletiva.

Não foi apenas uma caminhada.
Foi união.
Foi representatividade.
Foi resistência.
E, principalmente, a demonstração de que ninguém precisa enfrentar a dor sozinho.
Chamado à saúde pública e aos profissionais de saúde
Além da conscientização popular, o movimento também trouxe um apelo direto aos profissionais e gestores da saúde pública.
A fibromialgia, caracterizada por dor crônica generalizada, fadiga intensa, distúrbios do sono e sensibilidade corporal, ainda enfrenta desafios importantes no sistema de saúde, como:
desconhecimento sobre a síndrome;
diagnósticos tardios;
falta de protocolos clínicos padronizados;
dificuldade de acesso a tratamento multidisciplinar.
A ASFIC defende que o cuidado às pessoas com fibromialgia precisa ser:
integral, envolvendo diferentes especialidades;
humanizado, respeitando o sofrimento do paciente;
baseado em evidências científicas.
A mobilização também reforçou a importância da parceria com a Secretaria da Saúde de Camaçari, fundamental para fortalecer políticas públicas, ampliar o acesso ao cuidado e garantir mais dignidade às pessoas que convivem com a síndrome no município.
Lei 15.176/25 amplia direitos para pessoas com fibromialgia
Durante a caminhada, também foi reforçada a importância da implementação da Lei 15.176/2025, legislação que reconhece direitos e amplia a proteção legal para pessoas diagnosticadas com fibromialgia.

A norma representa um avanço importante ao:
reconhecer oficialmente a condição como doença crônica incapacitante;
ampliar o acesso a direitos sociais e políticas de saúde;
fortalecer a proteção institucional aos pacientes.
A mobilização em Camaçari mostrou que a população está organizada, informada e mobilizada pela efetivação desses direitos.
A dor virou luta.
A luta virou esperança.
Fevereiro Roxo e Fevereiro Laranja: informação que salva vidas
O mês de fevereiro reúne duas importantes campanhas de conscientização em saúde:
Fevereiro Roxo — alerta para fibromialgia, lúpus e Alzheimer.
Fevereiro Laranja — chama atenção para o combate à Leucemia e incentiva a doação de sangue e de medula óssea.
Campanhas como essas ajudam a ampliar o conhecimento da população, combater preconceitos e estimular diagnósticos precoces.
Informação gera respeito.
Respeito gera cuidado.
Um marco de conscientização em Camaçari
A Caminhada do Fevereiro Roxo deixou uma mensagem clara: doenças invisíveis precisam ser vistas, reconhecidas e acolhidas.
Cada pessoa presente contribuiu para transformar o evento em um marco de mobilização social no município.
Aos que caminharam mesmo sentindo dor.
Aos familiares que apoiam diariamente.
Aos profissionais que acreditam na importância do cuidado humanizado.
O reconhecimento coletivo reforça que a fibromialgia existe, dói e precisa de atenção da sociedade e das políticas públicas.
A ASFIC segue firme em sua missão de conscientizar, acolher pacientes e lutar por mais dignidade e qualidade de vida para quem convive com a síndrome.



