Agentes de Combate às Endemias cobram correção de cálculo salarial em Camaçari

por ATEC

Direito garantido não pode ser suprimido

Os Agentes de Combate às Endemias (ACEs) de Camaçari tornaram público um alerta à gestão municipal sobre o que classificam como prejuízo salarial decorrente de decisão administrativa adotada pela Secretaria de Administração (Secad). Segundo a categoria, a medida impacta diretamente um direito já consolidado em lei municipal.

Entenda o caso

Em janeiro de 2025, o piso salarial dos Agentes de Combate às Endemias no município era de R$ 3.036,00.

Durante a Campanha Salarial dos Servidores Municipais, realizada em maio de 2025, foi aprovado um reajuste geral de 5% para os servidores públicos. Com isso, o vencimento inicial dos ACEs passou para R$ 3.187,00, valor oficializado por meio da Lei Municipal nº 1.936/2025.

Posteriormente, ao final de 2025, o Governo Federal estabeleceu o reajuste do salário mínimo para 2026 no percentual de 6,79%, índice que, por força legal, serve de base para atualização do piso nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias.

Onde está a divergência?

De acordo com os representantes da categoria, a aplicação correta do índice federal deveria incidir sobre o vencimento vigente no município — ou seja, sobre os R$ 3.187,00, já reajustados pela lei municipal.

No entanto, segundo os Agentes, a Prefeitura de Camaçari aplicou o percentual de 6,79% sobre o valor anterior de R$ 3.036,00, desconsiderando o reajuste de 5% concedido meses antes pela própria gestão.

Para a categoria, essa decisão representa uma redução indireta do direito salarial, resultando em perdas financeiras contínuas para os trabalhadores.

Mais do que números

Os Agentes destacam que a discussão vai além da questão financeira. O debate envolve:

Segurança jurídica

Cumprimento da legislação municipal

Respeito a direitos consolidados

Valorização dos profissionais da saúde pública

Os ACEs atuam diretamente no combate às endemias, na prevenção de doenças e na proteção da saúde coletiva nos bairros e comunidades de Camaçari.

Possíveis impactos políticos

Em um cenário de reorganização política municipal, com articulações para candidaturas a deputado estadual e federal, representantes da categoria avaliam que decisões que fragilizam direitos garantidos podem gerar desgaste junto a um segmento organizado e com forte presença territorial.

Pedido de intervenção

Os Agentes de Combate às Endemias solicitam a intervenção do prefeito Luiz Caetano, pedindo a revisão imediata do cálculo e a aplicação do índice federal sobre o vencimento inicial atualmente vigente, conforme estabelecido na legislação municipal.

Para a categoria, a valorização do servidor público começa pelo cumprimento da lei.

Direito garantido não pode ser suprimido.

Atec- Associação dos Técnicos em Agentes de
Combate as Endemias de Camaçari

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