Por Território 1
Evento reuniu religiosidade, manifestações culturais e programação musical diversa, fortalecendo identidade, turismo e economia local
A Lavagem de Monte Gordo 2026 consolidou-se como um dos maiores e mais bem-sucedidos eventos do calendário cultural de Camaçari, reafirmando sua importância como manifestação de fé, ancestralidade e identidade popular. Ao longo de quatro dias de programação, a localidade viveu intensamente a união entre tradição religiosa, expressões culturais afro-brasileiras e uma agenda festiva que atraiu moradores, visitantes e turistas.
O sucesso da edição deste ano foi marcado pela grande participação popular, organização estrutural, diversidade artística e respeito às raízes históricas que fazem da Lavagem de Monte Gordo um patrimônio cultural vivo da orla camaçariense.
Cortejo religioso reafirma tradição e ancestralidade
A abertura oficial da Lavagem ocorreu na sexta-feira (23), com o tradicional cortejo em homenagem a São Francisco de Assis, padroeiro de Monte Gordo. O percurso, iniciado na Praça Central de Guarajuba em direção à capela do santo, foi conduzido pelas baianas, que realizaram o ritual simbólico da lavagem, em meio ao aroma da água de cheiro, cânticos e tambores.
O momento reafirmou o caráter sagrado da celebração, que une elementos do catolicismo popular às tradições afro-brasileiras, preservando a memória coletiva e fortalecendo o sentimento de pertencimento da comunidade.
Diversidade cultural e protagonismo dos grupos locais
Um dos grandes destaques da Lavagem de Monte Gordo 2026 foi o protagonismo das expressões culturais locais, que ocuparam as ruas durante todo o cortejo. Grupos de capoeira, samba de roda, fanfarras, charangas, dança contemporânea e arte circense deram vida ao percurso, transformando as vias em verdadeiros palcos culturais.
Entre os participantes estiveram a Associação Cultural de Capoeira Filhos de Maltas, a Cia. Isartes, o Samba Chula Raiz Ancestral, a Fanfarra Popular de Parafuso (Fanpop), o Groove dos Tambores e o Grupo de Capoeira Berimbau Arte, evidenciando a pluralidade artística e a força da cultura popular de Camaçari.
Segundo representantes dos grupos, a participação no evento simboliza um momento de retomada da valorização cultural no município, com mais visibilidade, respeito e apoio às manifestações tradicionais.
Programação musical gratuita movimenta Monte Gordo

Além do cortejo religioso, a Lavagem contou com uma programação musical gratuita, realizada no palco montado na Praça do Mercado de Monte Gordo, reunindo artistas locais e nomes reconhecidos da música baiana.
Shows de atrações como Heitor Costa, Simone Moreno, Canindé, além de bandas e artistas regionais, garantiram diversidade de estilos e grande presença de público durante os quatro dias de festa, fortalecendo o turismo cultural e a economia criativa da região.
A programação estendida até a segunda-feira (26), com destaque para o tradicional Baile dos Coroas, reforçou o caráter democrático da festa, contemplando diferentes gerações.
Organização, cuidado e impacto positivo

Outro fator que contribuiu para o sucesso da Lavagem de Monte Gordo 2026 foi a estrutura de apoio oferecida pela Prefeitura de Camaçari, com serviços de saúde, distribuição de água mineral, protetor solar e ações de conscientização, garantindo conforto e segurança ao público.
A realização do evento integrou o ciclo de lavagens e festas populares do município, coordenado pelas secretarias de Governo (Segov) e da Cultura (Secult), e alinhado a iniciativas como o Verão Conectado, que promove ações integradas de infraestrutura, serviços públicos e cultura nas localidades da orla.
Lavagem de Monte Gordo reafirma identidade e futuro da cultura popular
O êxito da edição 2026 confirma a Lavagem de Monte Gordo como um evento estratégico para a preservação da cultura, o fortalecimento da identidade local e a projeção turística de Camaçari. Mais do que uma festa, a lavagem é uma manifestação viva da história, da fé e da diversidade cultural do povo baiano.
Ao unir tradição, organização e participação popular, Monte Gordo mostrou que cuidar da cultura é também investir em desenvolvimento social, memória coletiva e futuro.



