Programa habitacional mais bem avaliado do governo volta ao centro da agenda presidencial e se consolida como pilar da estratégia de reeleição
Introdução
Em 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recoloca o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) no centro da agenda nacional. Com entregas no Sul e no Nordeste, anúncios de novos investimentos e ampliação do programa para a classe média, o governo reforça uma política pública que combina impacto social direto, alta aprovação popular e forte potencial eleitoral. Em ano de disputa presidencial, a habitação volta a ser um símbolo concreto de presença do Estado na vida das pessoas.
No Território1, analisamos o movimento sob três dimensões fundamentais: política pública, estratégia eleitoral e desenvolvimento territorial.
Minha Casa, Minha Vida: política pública com alto capital social
Relançado em 2023, o Minha Casa, Minha Vida recuperou o protagonismo como principal política habitacional do país. Em pouco mais de dois anos, o programa acumulou resultados expressivos:
Milhões de contratos firmados em todo o Brasil
Retomada de obras paralisadas desde gestões anteriores
Geração de empregos diretos e indiretos na construção civil
Redução do déficit habitacional, especialmente nas faixas de menor renda
Pesquisas nacionais de opinião indicam o MCMV como a política mais bem avaliada do governo federal, superando inclusive programas tradicionais como Bolsa Família e Farmácia Popular. Esse nível de aprovação transforma o programa não apenas em uma ação social, mas em um ativo político de alto valor simbólico.
Entregas estratégicas em 2026: Sul e Nordeste no radar

A agenda presidencial de janeiro de 2026 deixa clara a intencionalidade política e territorial das ações. No Rio Grande do Sul, Lula participa da entrega de mais de mil unidades habitacionais, beneficiando milhares de pessoas e reforçando o palanque local aliado ao governo federal.
No Nordeste, região historicamente estratégica para o lulismo, o presidente celebra a marca de 2 milhões de contratos do Minha Casa, Minha Vida, além de associar a agenda habitacional a investimentos em ciência, tecnologia e desenvolvimento territorial, como a visita à nova sede da Embrapa.
Essa combinação de agendas — moradia, emprego, inovação e presença institucional — fortalece a narrativa de um governo que entrega resultados concretos.
Ampliação para a classe média: cálculo político e social
Um dos movimentos mais relevantes do MCMV nos últimos anos foi a criação de uma modalidade voltada para famílias com renda mensal intermediária. Ao incluir esse público, o governo Lula:
Amplia o alcance social do programa
Dialoga diretamente com a classe média urbana
Reduz a resistência eleitoral em segmentos estratégicos
Estimula o mercado imobiliário e o crédito habitacional
Do ponto de vista do EEAT (Experiência, Especialização, Autoridade e Confiabilidade), a política se sustenta em dados econômicos, estudos de impacto social e histórico consolidado de execução em governos anteriores, o que reforça a credibilidade da iniciativa.
Habitação como motor de desenvolvimento territorial

No Território1, defendemos que políticas habitacionais não podem ser analisadas apenas como entrega de imóveis. O Minha Casa, Minha Vida impacta diretamente:
Planejamento urbano
Mobilidade e acesso a serviços públicos
Dinâmica econômica local
Saúde, educação e segurança
Quando bem articulado com estados e municípios, o programa se torna uma ferramenta de desenvolvimento territorial inteligente, especialmente em cidades médias e regiões metropolitanas em expansão.
Modo campanha: política pública como narrativa eleitoral
Ao intensificar entregas em 2026, Lula recupera uma estratégia já conhecida de seus mandatos anteriores: governar comunicando. Cada chave entregue, cada obra retomada e cada família beneficiada se converte em narrativa política, reforçando a imagem de um presidente próximo da população e focado em resultados concretos.
Diferente de discursos abstratos, a moradia é um bem tangível, visível e emocionalmente poderoso — um elemento central em qualquer campanha de reeleição.
Conclusão: o MCMV como eixo da reeleição em 2026

O retorno do Minha Casa, Minha Vida ao protagonismo em 2026 não é casual. Trata-se de uma estratégia estruturada, baseada em:
Alta aprovação popular
Resultados mensuráveis
Impacto direto na vida das pessoas
Capilaridade territorial
Se mantiver o ritmo de entregas, articulação federativa e comunicação eficiente, o programa tende a ser um dos principais pilares da campanha de reeleição de Lula, consolidando a habitação como política pública, símbolo social e ativo eleitoral.



